terça-feira, 17 de junho de 2014

Expectativa x Realidade

É difícil segurar as pontas e não comparar nossos filhos com outras crianças. Com o passar do tempo, as descobertas vem chegando, eles ficam curiosos, viram verdadeiros mini exploradores e a gente se enche de orgulho a cada "artimanha" desenvolvida pelos pequenos. Tudo acontece muito naturalmente e às vezes até nos perguntamos: como é que eles sabem disso?

Mas e quando as coisas não acontecem assim naturalmente?

Uma breve explicação: Uma vez uma médica tentou resumir como seria a "situação" do desenvolvimento da Alice, e explicou mais ou menos assim:

Normalmente uma criança tem a iniciativa, curiosidade de descobrir o mundo. E começa a se envolver e a interagir com as pessoas e o ambiente. Ela olha pro pé, e logo encontra alguns jeitos de explorá-lo, ela vê um brinquedo e logo pensa o que pode fazer com ele.
No caso da Alice, a gente tem que dar as orientações. Pegar um brinquedo e mostrar o que e como fazer (até um simples gesto de chacoalhar um brinquedo tem que ser ensinado). A gente tem que mostrar pra ela que tem um pé, uma mão e estimular a usá-los. Coisas simples como bater palmas, fazer tchau e mandar beijo ela ainda não faz. Tenho dificuldade de identificar se é uma dificuldade dela ou se não faz simplesmente porque não está a fim. Algumas coisas a gente sabe que ela entende. Mas enquanto as outras crianças não perdem a oportunidade de imitar algo que veem, a Alice apenas observa. 

Gosto de pensar que durante esse processo de observação (e ela é muito atenta) ela esteja processando as informações e a hora que estiver preparada vai sim fazer tudo. Gosto de visualizá-la andando, correndo, nanando uma boneca, brincando de encaixar peças, dançando quando escutar uma música, enfim, coisas bem normais, e que para a maioria das pessoas passa despercebido, afinal, não tem mesmo nada demais nisso tudo. Mas pra mim tem tudo.

Eu tenho sim muitas expectativas quanto ao futuro dela. Tento não ser muito sonhadora, e com o pé no chão. Mas imagino um futuro brilhante pra ela. É minha filha e como não vou desejar o melhor pra ela?

E durante todo esse processo eu peço a Deus que me dê serenidade e que eu possa compreender minha filha. Que eu possa entender e acima de tudo respeitar o seu tempo e sua capacidade. Peço que eu possa amá-la do jeito que é, como Ele a mandou pra mim. Peço confiança, pensamentos positivos e força para não desanimar e passar segurança pra ela.

Eu não posso esquecer que Deus também tem grandes expectativas em relação a mim como mãe. Ele me confiou cuidar de uma criança especial. E Alice é sim muito especial, em todos os sentidos que a palavra pode ter.



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