domingo, 10 de novembro de 2013

O Mundo das Diferenças

Hoje em dia a coisa mais normal do mundo é vermos muitas pessoas tentando ser diferentes. Elas tentam de várias formas se destacarem da multidão, buscando assim, a sensação de serem únicas. E eu particularmente acho que nessa busca, muitas acabam se tornando iguais a tantas outras.

Eu mesma sempre tentei ser diferente, não assim drasticamente, de uma maneira extremamente chamativa. Buscava ser diferente no meu jeito de ser, ver o mundo, de me relacionar com as pessoas. Nunca liguei muito para moda, tendências, se eu gosto de algo eu uso, não importa se é ou não a última moda, se estão usando agora, ou há 3 anos. Eu gosto de coisas diferentes no geral, quando faço algo, quero que seja diferente. E sabe que algumas vezes eu já me perguntei: "Será que por buscar coisas diferentes, foi um dos motivos de eu ter recebido a Alice?". A resposta, é claro, nunca saberei.

Mas o engraçado, e o que tem me chamado a atenção há um tempo, é que quando as pessoas se deparam com algo genuinamente diferente, algumas torcem o nariz, se espantam, fazem umas caras estranhas que eu nem sei descrever como é. Aquelas mesmas pessoas que tentam o tempo chamar a atenção do mundo para serem diferentes, tratam com certo preconceito a diferença alheia.


Algumas pessoas se esforçam para "aceitar" algumas diferenças, mas em seu íntimo, rejeitam. Isso é extremamente explícito pra mim. Algumas coisas nós seres humanos, conseguimos fingir, disfarçar. Mas outras não. Nossos gestos, expressões, atitudes, acabam nos entregando. Fica literalmente "na cara".

Ter um filho diferente, ou fora do padrão comum, nos coloca às vezes, em situações delicadas. É viver entre sentimentos de pena, curiosidade, narizes tortos, às vezes até algumas caras feias (principalmente quando perguntam a idade da Alice, pois devem achar que não damos comida pra ela, por isso é tão pequena). Mas essas situações geralmente acontecem quando são desconhecidos curiosos, pessoas que talvez nunca mais veremos na vida. Pois quem nos conhece, convive conosco, mesmo que só de vez em quando, ao ver a Alice, tratam ela apenas como a Alice. Apenas como um bebê lindo e querido que ela é. Essas pessoas conseguem enxergar a criança antes da sua condição especial. E muitas vezes nem lembram que ela é um pouquinho diferente, apenas aceitam ela do jeitinho que é, sem comparações, sem pressão, sem nariz torto, sem especulações, apenas curtindo e respeitando ela assim, desse jeitinho que ela veio ao mundo. E ela sabe retribuir com muito carinho, com sorrisos, abraços apertados (quem a pega no colo pode experimentar um dos abraços mais gostosos e apertados de bebê do mundo!) e aqueles olhinhos azuis brilhando.

E por ela ter vindo pra nós assim desse jeitinho, não tira nenhum pouco do seu brilho, não a faz ser menos amada ou desejada e nem nos faz pais menos felizes. Muito pelo contrário! Sabemos que nosso amor vai muito além do amor comum, nosso amor é muito maior. Ter uma filha um pouco diferente, nos faz ser pais diferentes. Nos faz ser muito melhores.


Imagem da Internet


Um comentário:

  1. A Alice veio a esse mundo para nos mostrar muita coisa,ela é cheia de meiguice,carinhosa,amorosa,como a Sara comentou:Dá aqueles abraços muito especias quando qualquer pessoa a pega no colo.Alice,você é a pessoa mais amada,mais linda,mais querida.Nós como família estamos muito orgulhosos de ter você junto de nós.Alice,vovó Anne e vovô Adulá te amam muito.

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