quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Eu te Amo, Alice!

Uma das coisas que eu mais digo e repito incansavelmente pra minha Alice é: Eu Te Amo. Eu te amo amorzinho, eu te amo filha, eu te amo minha linda, eu te amo querida, toquinho, fofinha, pequenininha, sapequinha, doçura, meu bem e por aí vai... São tantos os adjetivos que às vezes tenho que me policiar e chamar ela pelo nome!

É um amor tão intenso, tão forte que dói no peito. E parece que nunca conseguirei expressá-lo em sua imensidão, parece que nunca vou conseguir fazer com que ela tenha ideia do tamanho do meu amor por ela.

Eu a amo tanto, mas tanto, que às vezes fico triste, por não poder fazer mais por ela. Às vezes me pego pensando que ela merece mais, merece tudo! E não só materialmente falando, isso é o de menos! Mas eu muitas vezes queria estar no lugar dela, passar pelas suas provações, tirar suas dores, enfermidades, sentir as coisas ruins por ela... sei que isso é impossível, mas que mãe nunca desejou isso?

Será que algum dia ela terá noção do tamanho desse amor? Será que ela vai algum dia compreender que eu seria capaz de dar a minha vida por ela se for preciso?
Dizem que o amor dos filhos para com os pais não chega nem perto do amor dos pais com os filhos, e começo a acreditar nisso. Mesmo que a minha filha não me ame na mesma intensidade, eu não me importo, contanto que ela saiba o quanto EU A AMO.

Sei que amor demais sufoca, superprotege, mas como não amar dessa forma? Como dosar o amor, alguém sabe? Onde fica a barreira limite entre o amor e a superproteção?






P.S.1: Sei que já viram essas fotos no face, mas não tenho outras tão bonitas com ela.

P.S.2: Só pra não passar em branco: Filha, te amo MUITO tá bom???

      

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Alice no CAESP/ APAE

Hoje pela manhã, Mamãe, Papai e Alice foram até o CAESP/APAE para fazermos uma entrevista. Conversamos com Assistente Social e Psicólogo. O atendimento foi bem direcionado a nós, os pais.

Ficamos muito impressionados com a estrutura do local. Lá a Alice poderá fazer acompanhamentos com profissionais como Fisioterapeuta, Fonoaudióloga, Terapeuta Ocupacional, Psicopedagoga, etc, tudo conforme a necessidade for aparecendo. A princípio fará Fisioterapia e Fono. A avaliação com esses profissionais acontecerá daqui a 15 dias, para identificarem as necessidades e iniciar as estimulações.

Entenda um pouco sobre a Instituição:

" A APAE é uma organização não governamental, de assistência social, mantenedora do Centro de Atendimento Educacional Especializado em Educação Especial - CAESP que tem como missão oportunizar o desenvolvimento integral da pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla (intelectual associada com deficiência física e /ou sensorial), lutar pela garantia de seus direitos, prestar apoio às famílias, atuar na prevenção de deficiências."

 "O Serviço de Estimulação Essencial do CAESP/ APAE de Jaraguá do Sul atende crianças na faixa etária entre zero e três anos e onze meses de idade que apresentam riscos (prematuridade, baixo peso, entre outros) e/ou atraso no desenvolvimento global.
Todas as crianças inicialmente passam pela equipe da avaliação desta instituição com o objetivo de detectar as dificuldades e potencialidades das mesmas em relação aos diversos aspectos do desenvolvimento e assim direcionar o plano de atendimento.
     Este atendimento é de fundamental importância, possibilitando também dar suporte à criança no seu processo inicial de intercâmbio com o meio, pois é durante este período que ela organiza a informação obtida, através dos sentidos e desenvolve respostas aos estímulos ambientais.
( Fonte: jaraguadosul.apaebrasil.org.br)





Mas por que procuramos o CAESP/ APAE?

A Alice já fazia a fisioterapia e agora com um ano iríamos iniciar a fono. Estávamos fazendo tudo pelo plano, mas tivemos grandes dificuldades para encontrar profissionais especializados com bebês e principalmente na área da neurologia. Achamos os estímulos um pouco "fracos", e muito básicos. Lembrando que as pessoas que nos atenderam, foram queridas e atenciosas demais, mas sentimos a falta de preparo mais específico.
Eu não fazia ideia de que a Alice poderia fazer esses acompanhamentos no CAESP, os médicos não falaram, e acabamos sabendo por outras pessoas, e foi onde resolvemos procurar a instituição. 

Esperamos 40 dias por essa entrevista, pois quando eles voltaram de férias em agosto, a procura foi muito grande. Mas valeu a pena confiar e esperar.
Estamos muito otimistas e confiantes, pois lá os profissionais são totalmente especializados para vários casos e necessidades. Conhecemos a estrutura e alguns profissionais e gostamos muito! Acreditamos que o progresso da Alice será muito maior, e nós seremos muito orientados também. Atualmente estávamos buscando tudo sozinhos, e tínhamos muitas dúvidas. Hoje ficamos com uma sensação de alívio, de saber que agora estamos no caminho certo, de que encontramos o lugar e pessoas certas.

Se a Alice já reagiu bem antes, imagina como será agora, com os estímulos bem direcionados as dificuldades dela!

Quando me orientaram procurar o CAESP, minha primeira reação foi: Será? A APAE? Mas mais uma vez, pude ver que o preconceito e a falta de informação podem nos privar de conhecermos e entendermos alternativas maravilhosas! E como é importante, que trabalho lindo eles realizam lá!! Muito completo, específico, com pessoas muito humanas, atenciosas, enfim, o local que por tanto tempo nós procurávamos!

Não tirei nenhuma foto, nem sei se pode. Mas gostamos muito mesmo, de tudo. Estamos bem empolgados e contentes. Agora é só aguardar mais um pouquinho para podermos presenciar  e nos alegrar muito com as superações da nossa Borboletinha...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Coração em Dia - O da Alice e da Mamãe

Ontem Mamãe levou a Alice na consulta com a Cardiologista Pediatra para uma avaliação. Até agora, sem dúvidas a médica mais atenciosa, querida e paciente que nos atendeu (entre outros 15 que já consultamos).

O motivo da consulta foi a dificuldade da Alice ganhar peso, algumas vezes esse pode ser um sintoma de algum probleminha de coração, que graças a Deus, não é o caso. Alice fez Ecocardiograma e Eletrocardiograma e está tudo perfeito! 

A conclusão até agora, é que essa dificuldade esteja relacionada a Microcefalia, algum erro na comunicação do cérebro. Mas nenhuma conclusão é definitiva ainda, acreditamos que saberemos de certeza quando todos passarmos por uma avaliação genética.

Achei a coisa mais linda do mundo ver aquelas imagens, tão perfeitas, nítidas, lindas! Se eu disser que me emocionei vão achar que foi exagero?

A parte que não gostei (e nunca gosto) foi a de ter que tomar medicamento para dormir, mas é totalmente necessário, senão, sem chances de realizar o exame com precisão. Mas eu não gosto, não tem jeito. Ver ela apagada, molinha me dá uma sensação estranha, um apertinho no peito, uma sensação de que perdi o controle sobre ela. Mas enfim, deu tudo certo e o exame foi ótimo. Alice tomou o remédio as 16h e só acordou as 20h!! Acho que ela se aproveitou um pouquinho viu, geralmente o efeito passa logo no final do exame. Malandrinha!






Nem preciso dizer que ficamos muito felizes né? A médica já deu alta, pois ela não precisará fazer acompanhamento, a não ser que mais pra frente, na avaliação genética seja necessário (mas não será, temos fé!).

Mamãe (com o coração tranquilo feliz da vida) chegou a uma conclusão: Alice tem um coração lindo, literalmente!!